sexta-feira, 30 de outubro de 2009

se um dia a comer fosse a mandioca de papai.
quase certo dizer confunde os dizeres.
debaixo de uma mesa com teto de vidro, os dois se beijam.
e eu escondido fiquei, ela estava dormindo, ou fazia que não via.
os olhinhos a tremularem fechados.
a ofegar, a epiglote trava quase.
foi quando tomei ar e, inevitavelmente, tossi incessantemente a tempo de acabar.

domingo, 20 de setembro de 2009

escatológico.

pão com mortadela certas horas dá caganeira, macaxeira com charque bem gordurenta,
coca cola às seis horas da matina pra pegar no batente.

uns carinhos gostosos deixam o meu cu relaxado. você não pode fazer amor e deixar o seu rabo preso. o amor chega mansamente. e o seu anus pode dizer um monte sobre a sua personalidade.

quando eu era criança e escutava jane's addiction, ficava achando estranho o perry farrel dizer "sex is violence". crianças, fiquem com o cu tranquilo, mesmo que um pênis entre nele. sexo pode ser violento, mas ele não é violência :)

se você quiser, dê o cu. mas ao comer um cu, fique com o seu tranquilo. não pense que, ao cagar, estás perdendo algo importante. é importante que as fossas estejam limpas, mas a merda é efêmera, e, apesar de poder ser bonita, se você se sentir excitado com ela, tente lidar tranquilamente

e não coma muito pão com mortadela, porque o seu buraco pode ficar um pouco prejudicado.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

four days interval
and don't worry about a thing
no such thing should make it go crazy

the rain, the pain
everything in vain - rhyme my balls.
everything happens to me
and to my lungs.

inspire expire inspire expire
breathe.

sábado, 11 de julho de 2009

lanchonete na academia.

na tradição do comércio de lanches, nunca um filho pôde ser tão feliz quanto eu. depois de bacharel, gerentezinho doideira, louco na espectativa do desafio da clientela, do alimento perfeito, a procura de promoções no supermercado, tomando muito bronze de luz fluorescente. e só malhando de rebate, olhando pros olhos dos músculos das meninas bonitinhas.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

começou a joke cordel

tutti terra nostra

meu contrato mudo eu não divido com ninguem,
a minha boca imunda, saio gritando e dividindo mágoas
meu olhar tá angustiado e
bicho, faz me rir.

barbas de preocupação, não posso pegar na tua mão
agora, por favor, cheire meu cunhão.

o amargo do café, achei que você gostasse
só porque eu fumo?

o meu espírito é livre pra quem vê de fora.
agora olhe só, tenho coquinhos
sou um veludo, e fico quietinho,
observando, capturando, invertendo e adorando as coisas belas.

ele combina mais com ela do que eu.

mas quem se acha merecedor de tanta beleza?
de tão agoniado, ele angustia seu cenho franzido.
mas também, com educação tão católica.

barbas brancas de preocupação.
só de referências a sua morte já está cheia.
dona, perpetue a sua maldita língua e escreva um poema, tão bonitinho, que a sua mãe se reconheça.

lâmpada

idéia!

você pede por favor, nunca mais,
e eu tento o infinito.

domingo, 3 de maio de 2009

um bucho bem grande, e aí enfio a cabeça pra dormir um cochilo gostoso.
feito um elefante, roncando feito um porquinho. eu acordo criança outra vez, depois de um tempão.

vê só: eu armo tudo isso, e pra já, tudo isso na casa de mamãe, no berço de mainha.